Ler Fuja se puder – Capítulo 87 Online

Modo Claro

 

— Haa, haa.

Quando finalmente chegou ao destino depois de correr por um bom tempo, Chrissy estava a um passo de desmaiar. O tornozelo estava ainda mais inchado do que antes e apesar de ter tomado mais analgésicos do que a dose diária recomendada, a dor continuava a latejar.

Mas não era hora de descansar. Nathaniel sabia que Chrissy havia encontrado uma pista. A história podia acabar chegando até eles. Se não agisse o mais rápido possível, se não se apressasse, tudo seria em vão. Ele despejou os comprimidos do frasco na mão, engoliu-os com a pouca água que restava e atirou a garrafa vazia de qualquer jeito no banco de trás. Em seguida, saiu do carro cambaleando. Acreditando que, assim que o remédio começasse a fazer efeito, ficaria melhor, começou a circular pelos arredores da mansão.

A casa de campo onde a festa foi realizada estava silenciosa a um nível quase excessivo. Ainda assim, talvez fosse possível encontrar novas pistas, como no local do incidente anterior. O ideal seria conseguir um mandado de busca, mas não havia fundamentos para isso. Além do mais, naquele momento, nem sequer estava claro quem estava envolvido e de que forma, era um método impossível de usar.

Nem o procurador-chefe era confiável.

Foi justamente aquele homem quem apresentou Chrissy a essa festa. E se todos os convidados tivessem se reunido ali com algum objetivo em comum…?

Não era de se estranhar que Nathaniel tivesse dado aquele aviso.

E se, de fato, fizer parte de um caso tão grande a ponto de não conseguir lidar com ele sozinho? Chrissy ficou atormentado por um momento. Se fosse um caso grande o suficiente para Nathaniel dizer que ele deveria se afastar, será que ele realmente daria conta?

— Haa…

Ele soltou um suspiro sufocado. A resposta já estava decidida. Ele poderia se preocupar com isso depois de descobrir a verdade sobre o caso. Agora, a prioridade absoluta era salvar o detetive Simmons.

‘Você veio até aqui, para que ficar hesitando agora? Acorde.’

Chrissy respirou fundo e acelerou o passo o máximo que pôde. Mancando inevitavelmente, chegou até a porta da frente e apertou a campainha. Pouco depois, ouviu passos vindo de dentro.

— Sim, em que posso ajudá-lo?

O homem que parecia ser o zelador da casa tinha um corpo magro, a pele pálida e uma expressão inexpressiva. Era um rosto que Chrissy não se lembrava de ter visto na festa anterior. Ele abriu um sorriso natural e puxou conversa.

— Olá. Eu sou Chrissy Jin, promotor. Recebi um convite para a festa que aconteceu aqui da última vez. Vim porque gostaria de saber se seria possível falar com o proprietário…

— Ele não se encontra aqui. Geralmente fica na mansão no centro da cidade, então sugiro que o procure por lá.

Era exatamente a resposta que ele esperava. Antes que a porta se fechasse, Chrissy falou depressa.

— Na verdade, eu acabei deixando aqui um objeto importante naquela ocasião. Não consegui contato com o proprietário, então peço desculpas pela inconveniência, mas será que eu poderia apenas verificar rapidamente?

O homem olhou Chrissy de cima a baixo, sem dizer uma palavra. Com uma expressão de desconfiança, Chrissy acrescentou:

— Desculpe, é algo realmente importante. Não vai demorar muito.

O homem pareceu refletir por um instante e para alívio de Chrissy, deu um passo para o lado, fazendo sinal para que ele entrasse.

— Obrigado.

Sem esquecer de agradecer, Chrissy entrou. O homem lançou um olhar rápido para o pé dele. Ele devia parecer bastante suspeito, mancando assim. Felizmente, a dor havia diminuído um pouco, talvez porque o remédio estivesse começando a fazer efeito. Enquanto observava o interior com rapidez, o homem, caminhando à frente, perguntou:

— O que foi que o senhor esqueceu?

— Ah, sim. É um caderno mais ou menos desse tamanho, com capa preta.

— Não me lembro de ter visto algo assim.

Inclinando a cabeça, o homem conduziu Chrissy até a sala de visitas do primeiro andar e acrescentou, de forma breve:

— Vou procurar. Por favor, aguarde um momento.

— Obrigado.

Depois de ver Chrissy se sentar, o homem fechou a porta. Assim que confirmou que os passos se afastavam rapidamente, Chrissy levantou-se de imediato. O que ele precisava encontrar era claro: qualquer pintura ou relevo relacionado à lua.

Abrindo silenciosamente a porta, o corredor estava vazio. Chrissy entrou imediatamente e começou a examinar a casa por dentro. Se o homem voltasse, com certeza ficaria furioso por ele estar andando pela mansão por conta própria, mas isso não importava. Ele continuou a se deslocar pela casa, vasculhando tudo com dificuldade. No local que havia sido a cena do crime, havia quadros pendurados no final das escadas de cada andar, mas aquela casa tinha apenas dois andares e não havia quadro algum. Então, talvez estivesse escondido dentro de um dos cômodos.

‘… Hã?’

Ele parou de repente depois de dar alguns passos pelo corredor do segundo andar. Subitamente, percebeu que havia deixado algo passar. Voltando apressado pelo caminho por onde viera, Chrissy acabou soltando uma exclamação absurda de incredulidade. Os pilares que sustentavam o corrimão da escada eram esculturas em forma humana. Nos pilares, dispostos a intervalos regulares, havia luas esculpidas. Ao ver a lua gravada na mão de uma deusa, no peito de um deus masculino, e sobre o dorso do pé de outra figura, ele deixou escapar um suspiro.

Foi nesse instante que alguém, de repente, empurrou brutalmente as costas de Chrissy por trás. Perdendo o equilíbrio, ele não conseguiu sequer gritar e acabou rolando escada abaixo. Aquilo foi a última coisa de que se lembrava.

 

***

 

Nathaniel Miller recebeu o relatório cerca de duas horas depois. O homem que entrou em contato por uma linha direta separada continuou falando rapidamente.

[…por isso há opiniões divergentes a respeito desse promotor, mas, por enquanto, ele está sendo mantido em cativeiro junto com o detetive. Parece que havia alguns membros que já tinham mostrado interesse nele na última festa, … então há uma grande chance de que ele acabe sendo destinado a esse tipo de “serviço”…]

Enquanto ouvia a fala contínua, Nathaniel permaneceu em silêncio, apenas fumando um cigarro. Pouco depois, a voz do homem cessou e o silêncio se instalou. Como se estivesse aguardando uma reação, ele permaneceu calado. Só depois de soltar uma longa baforada de fumaça é que Nathaniel finalmente abriu a boca.

— Entendido. Prossiga com isso como está.

[Sim. Então, vou me retirar.]

O homem respondeu prontamente e encerrou a ligação. Sentado sozinho no amplo escritório, Nathaniel levou o cigarro à boca mais uma vez e puxou a fumaça profundamente.

‘Foi por isso que eu avisei, senhor promotor.’

A ponta do cigarro brilhou em vermelho e lentamente se apagou. Ao soltar devagar a fumaça que mantinha na boca, um rastro esbranquiçado se desenhou no ar antes de desaparecer.

‘Agora está tudo acabado. Chrissy vai acabar morrendo depois de ser brutalizado de um lado para o outro, de um jeito lastimável. Ele merece, um idiota atraído pela chama como uma mariposa.’

Já houve vários casos assim até agora. Mesmo assim, o “grupo” deles nunca veio à tona e ninguém teve sua honra tocada. Quem descobre a verdade tem apenas duas opções: tornar-se parte do grupo ou desaparecer do mundo.

‘Houve inúmeras oportunidades de recuar no momento certo…’

Nathaniel ficou encarando o vazio por um instante. Era um desfecho totalmente previsível. No momento em que Chrissy, de forma insolente, ignorou o aviso de Nathaniel e desligou o telefone, tudo estava acabado. Ele havia feito o que podia, não, mais do que isso. Alguma vez ele já havia demonstrado tamanha consideração e tentado proteger alguém desse jeito?

Ainda assim, já estava na hora de simplesmente encerrar esse assunto.

De repente, o espaço entre seus dedos ficou quente. Ao olhar para baixo, viu que o cigarro havia queimado quase até ali. Franziu a testa e o apagou esfregando-o no cinzeiro, então tirou outro cigarro. Colocou-o na boca com habilidade e tentou acender com o isqueiro, mas, por algum motivo, não foi fácil.

— Droga.

Ele xingou irritado e bateu o isqueiro com força sobre a mesa, produzindo um som seco. Mesmo assim, a irritação e a ansiedade que fervilhavam dentro dele não diminuíram; pelo contrário, só cresciam de forma incontrolável.

‘O que diabos está acontecendo comigo?’

Nathaniel cerrou os dentes, sulcando profundamente a testa.

‘Deve ser por causa dos feromônios.’

A resposta era óbvia. O acúmulo de feromônios finalmente estava paralisando sua razão. Era por isso que ele deveria tê-los eliminado antes. Por que não fez isso até agora? Bastava enfiar o pau em qualquer buraco e ejacular tudo,e estaria resolvido. O que havia de tão complicado nisso?

— Merda…!

Com o xingamento, Nathaniel se levantou bruscamente, agarrou o casaco pendurado como se o arrancasse do lugar e avançou a passos largos, apoiando-se na bengala.

‘Olha só, no fim das contas é óbvio que eu enlouqueci por causa dos feromônios.’

Não havia outra explicação. Ir salvar Chrissy Jin? Quem, em sã consciência, faria uma coisa dessas?

Mesmo sabendo disso, seus passos não pararam. Pelo contrário, ele atravessou o corredor ainda mais depressa, sentindo frustração e raiva por suas pernas não estarem em condições de correr.

°

°

Continua…

 

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m caso chocante acontece: um alfa, junto com seu grupo, estupra e assassina um ômega. O promotor encarregado do caso, Chrissy Jin, recusa qualquer acordo e decide levar o caso a julgamento, determinado a garantir uma punição adequada.
É nesse contexto que ele encontra pela primeira vez Nathaniel Miller, representante da maior firma de advocacia dos Estados Unidos, o Miller. Mas a arrogância de Nathaniel não lhe agrada em nada.
Pouco depois, ao voltar de um encontro com seus pais adotivos, Chrissy se envolve num acidente de trânsito: por azar, o carro em que bateu é justamente o de Nathaniel. Diante do valor absurdo do conserto, Chrissy não tem escolha a não ser ir até o homem para explicar sua situação, mas o lugar onde Nathaniel se encontra é, na verdade, uma festa de feromônios.
Lá, Chrissy quase acaba sendo violentado por Nathaniel, mas consegue atingi-lo com um caco de vidro e escapa. A partir desse incidente, a atitude de Nathaniel muda radicalmente: ele demite o advogado responsável pelo caso e decide assumir a defesa pessoalmente.
Os dois passam a se enfrentar no tribunal. No entanto, mesmo em meio a essa relação de hostilidade, Chrissy se sente estranhamente atraído por ele. Nathaniel, por sua vez, não disfarça seu interesse por ele. Em meio a essa tensão crescente, um dos membros do júri surpreende Chrissy com uma revelação inesperada….
Nome alternativo: Run Away If You Can

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